É. Se é que isso serve de definição pra um dia assim tão blasé. Não sinto em mim a profundidade melancólica de um blues despido, mas também não observo uma parte sequer da crueldade feliz de um rock bem feito. Acordei meio jazz, buscando um leve sorriso que o tempo tratou de me roubar. Cheguei na “ilha” e como sempre as pessoas por aquicontinuam com aquele ar de que o “mundo vai acabar amanhã”. Quer saber?
E por hoje, talvez somente por hoje, o turbilhão desesperado que costuma movimentar as pessoas ao meu redor não irá me afetar.
Acendi um cigarro bem cedo, e enquanto uma pessoa sem sal falava comigo, minha cabeça estava na Joss Stone que eu iria ouvir durante o dia e em como seria bom ter uma boa companhia pra saciar um Jonnhie Walker durante a noite. Ela me fez três ou quatro perguntas daquelas em que se já sabe a resposta e só se deseja uma confirmação. Confirmei pra não alongar o assunto e funcionou.
Na hora do almoço foi a mesma coisa. Sentei numa mesa com mais três pessoas e o assunto delas não me tocou nem um pouco. Minha cabeça estava no “Soy América” livro que estou escrevendo, os personagens, os lugares. Nesse universo louco e transcendente das palavras que me habitam costumo ser tele transportado para elas, não importa onde estou. E assim foi. Ficaram me chamando umas quatro vezes e eu não ouvi. Até que na quinta “Porra Gregório, você tá me escutando?” Escutando estou, só não estou ouvindo... Se é que vocês me entendem...
Acordei meio Jazz, e é assim que pretendo encerrar o dia. Sem ser aflito, sem ser afoito. Num compasso perfeito de uma levada jazzística. Acordei assim meio jazz, e uma trilha sonora perfeita poderia ser Stormy Weather da Etta James ( aquela da cerveja derramando no corpo da modelo no comercial).
Na hora do almoço foi a mesma coisa. Sentei numa mesa com mais três pessoas e o assunto delas não me tocou nem um pouco. Minha cabeça estava no “Soy América” livro que estou escrevendo, os personagens, os lugares. Nesse universo louco e transcendente das palavras que me habitam costumo ser tele transportado para elas, não importa onde estou. E assim foi. Ficaram me chamando umas quatro vezes e eu não ouvi. Até que na quinta “Porra Gregório, você tá me escutando?” Escutando estou, só não estou ouvindo... Se é que vocês me entendem...
Acordei meio Jazz, e é assim que pretendo encerrar o dia. Sem ser aflito, sem ser afoito. Num compasso perfeito de uma levada jazzística. Acordei assim meio jazz, e uma trilha sonora perfeita poderia ser Stormy Weather da Etta James ( aquela da cerveja derramando no corpo da modelo no comercial).
E vou conduzir meu dia assim. Nesse desfrute voraz do meu desejo de viver. E de viver em paz.
Nem que isso me custe estar presente de corpo, e longe, bem longe com o meu espírito.
Nem que isso me custe estar presente de corpo, e longe, bem longe com o meu espírito.
Se é que você me entende.
Fiz o texto ouvindo> Billie Holiday - My Man

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