quarta-feira, 3 de julho de 2013

Ansiedade, ódio ao quase, voltei a fumar e feliz pra frente ;

Tenho andado ansioso demais. Quem me conhece ,sabe que a dona ansiedade
sempre foi uma de minhas doces companheiras. 
Mas, nos últimos dias,  ela tem exagerado na dose.
Rondam minhas perspectivas aqueles pensamentos de que meus sonhos são inatingíveis, de que as coisas não tem se saído como deveriam, de que eu deveria ter ao menos um Plano B e mi mi mi...
Essas coisas que passam em nossas cabeças  quando a nossa necessidade de velocidade de acontecimentos é maior do que a da ordem natural das coisas. 
Nestes momentos,  a gente costuma enxergar a nossa vida em frangalhos enquanto os outros dizem "tenha calma tudo vai dar certo".
Beleza amigão, então me diz quando.


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Autoretrato.




Parou e olhou por um minuto para o espelho.!
Estranho como nada do que ouvira durante
 aquele dia que parecia jamais terminar,serviam
 para tirar o descontentamento que tinha consigo mesma.!
Achava-se patética, vazia, sem cor e sem sal.



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Crises, sorriso do meu avô e Alice?




Sem citar a histórinha que lotou as redes sociais de dar "feliz ano novo" depois do carnaval, meu ano esta realmente começando agora. As metas são ousadas, todas elas. Mas graças ao bom deus, foi eu mesmo quem as tracei. Portanto nada de lamento.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Melhor assim?

Melhor assim.

Ela passou ao lado dele mais uma vez. Ela um “bom dia”que preenchia a alma. Ele um sorriso maltrapilho encontrado facilmente nos palhaços de filme preto e branco (eles ainda existem?)
E enquanto ela iria se preocupar com academia-trabalho-happy hour-chega-logo-sexta-feira, ele ia lá suspirando internamente, mergulhando em um universo paralelo de “e se por acaso”. Sabia porém que o acaso não era um vento que jogava a favor. Sabia ele que o tal “azar no jogo” nunca o repunha com “sorte no amor”. E o tempo havia o preparado a se acostumar a derrota. Melhor assim.


Ele se sentia sozinho, em qualquer multidão. Era um daqueles que moram em pequenos metros quadrados, com diversos livros pela estante. Com anotações pregadas na geladeira na insana necessidade de não se dar ao luxo do erro. Um zero ao meio. Pois bem provável que nem direita ou esquerda o quisesse. Melhor assim.


Ela, uma verdadeira garota do comercial de cerveja. Formas exuberante, cabelos loiros compridos, olhos verdes. E todas os outros atributoscapazes de fazer um cara como ele (ou tal como for) passar dias sonhando. Com extrema facilidade era roubava a cena da obra, da borracharia, do material de construção e até mesmo da mesa de velhinhos jogando dominó.
Um bom emprego, amigos para o happy hour. Para a sexta também. Para a balada de sábado idem. Para o “bota fora de fim de semana” mais ainda. Mas lá dentro, escondido em algum canto, havia uma menina frágil. Se sentindo culpada, sozinha. Sentindo que suas relações parecem ter o mesmo peso e duração dos comerciais já citados. Achava que o mundo jamais iria conseguir entender suas fragilidades, seus momentos de dor e de medo. E que todos só se limitavam a olhar o seu exterior pesado, acelerado e urbano. Quando o que havia lá dentro era um doce e florido jardim bucólico. Mas, enquanto pensa se arruma e vai para outra festa “beber para esquecer”. Melhor assim.

E os dois, arquétipos solitários de um mundo cada vez mais idiossincrático e solitário, escrevem suas historias sonhando com dias melhores ao invés de irem realmente atras do que querem. Perdendo a chance de dar tudo certo e, porque não dizer, de tudo dar errado também. Pois só quando as coisas não saem como esperamos aprendemos a reavaliar o que queremos. No mais é conformismo, é perda de tempo, é otimismo barato e burro. É se conformar com a metade, com o pouco, com o quase nada.
É passar a vida inteira esperando.

Amanhã vão se cruzar novamente. E vão dentro de seus interiores vazios de amor e senti m, se entreolharem e pensarem num mesmo silencioso tom : "melhor assim”.

E eu me pergunto: Melhor pra quem?


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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Super heróis, gibis, erros e acertos e Botafogo: o time mais humano do mundo.

Quando eu era pequeno, lia muito gibi.
Adorava historias de super herói. E gostava dos convencionais, daqueles que parecem ter o poder suficiente de consertar o mundo entre uma penteada no topete outra.
A casa sempre caia pra eles, os vilões quase ganhavam, e bang (ainda usam a expressão Bang nos gibis?) eles iam lá e resolviam tudo, tudo mesmo.
Dai o tempo foi passando. Me liguei que o que eu queria ver nas historias eram caras parecidos comigo, sabe? E comigo nunca era tão simples. Normalmente quando tudo pare cia dar errado é porque vai dar mesmo. E procurei heróis que sofriam. Com eram boas as historias, os enredos tão bem construídos fazíamos crer que eles naquela história não iriam conseguir. Mas bah, eles conseguiam novamente. Por mais que as famílias deles fossem mortas, que cidades ficassem arrasadas, que planetas inteiros fossem arrebatados, eles fortes que eram conseguiam.
Depois que saquei que o bem sempre vence (estamos falando de gibi) comecei a analisar as pessoas daquelas historias. Bicho já imaginou que saco deve ser viver no meio de uma guerra entre heróis e vilões?

"Pô Joca hoje não tem futebol, o Hulk acabou com a quadra lá do bairro"
"Que saco essa luz da lanterna do Batman derruba minha wireless"

Não sei. Só sei que descobri que mesmo os heróis sendo caras super legais, ser humano è muito mais complexo. Cara limitações são o maior incentivo que alguém pode ter. Essa coisa de ter defeitos, de ter que ser mais mesmo sendo menos, é a beleza de estar vivo. Se superar é lindo. E sabe o que tem de mais gostoso de ser simplesmente humano? A beleza da certeza de que nem tudo vai dar certo. É isso cara. Vai ter momentos em que você vai se esmerar ao máximo, vai dar o melhor de si, vai romper fronteiras e tome isso cara: vai dar bosta. Não fomos feitos para darmos certo *all time*. Muito pelo contrario. De tão ignorante que "ainda" somos se espera que erremos mais do que acertemos. É completamente normal que uma raça tão cheia de limitações e de atrasos feito a nossa, que contabilizemos mais derrotas que vitorias.
Mas a gente se trai né? A gente quer acertar sempre. Queremos ser os mais bonitos, os mais inteligentes, os melhores maridos, namorados, amantes, amigos. E ai ficamos querendo que nossa vida termine com aqueles finais felizes em que, todas as derrotas, faziam sentido para que a vitoria acontecesse. Mas ó quer saber: não vai rolar. Tem derrota que acontece que só acontece por, simplesmente, acontecer.

Para que nesse mundo onde todos querem aparecer estar acertando o tempo todo (abre tua rede social preferida aí. Vão se multiplicar os “restaurantes ma-ra’-vi-lho-sos" os pôr de sóis fantásticos e blá blá blá perfeição) nos lembremos de que errar faz parte do nosso DNA.

Errando nos tornando mais...humanos.
Então se deu errado agradeça.
Você nao esta preso em uma história de gibi.


P.S: Fiz o texto tomando chimarrão e me deu uma vontade de mudar todas as embalagens gaudérias. O mate, pra quem não sabe, vem em embalagens com medidas em kilos, tipo café, açúcar... E cara, da maior raiva quando você vai, esquenta a água e vê que a erva do pacote não da pra mais uma cuia. E normalmente isso acontece, quando não se tem mais ervas em casa. Nem mais lugar nenhum aberto. Então, deu vontade de criar uma embalagem de chimarrão com a informação clara na embalagem: quantidade para x cuias de tamanho comum (existem 500 medidas de cuia diferente.)
Pô grande ideia. Mas aí lembrei que esse era eu querendo acertar e desisti.

P.S.2: To escrevendo o texto enquanto assisto a um jogo do Botafogo. Os caras tão jogando demais. Falta um gol pra levarem a disputa da classificação para os penaltis. Mas como tem coisas que só acontece com o botafogo, vai dar errado.
Taí, o Botafogo é o time mais humano do mundo.


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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Coisas que odeio, comparação, manual de instrução e mulheres pedindo pensão de 40 mil

Pouca coisa me tira do sério:

Gol do inter em grenais, preta Gil, barra do pirai, fila de banco, burocracia, ignorância, deboche, cinismo, flamenguista ignorante, água quente queimando erva, mate frio, passas no arroz, passas na farofa, passas, patricinhas em baladas, mauricinhos em baladas, baladas, música ruim, gente boa passando a pior, gente da pior vivendo na boa, ex mulheres de políticos corruptos querendo ganhar 40 mil de pensão, etc, etc...

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Apertos de mão, amizades sinceras, #anselmolacerdaday

"Tira essas reticências dai"
"Aspas nem pensar"
"Essa marca assim esta horrível..."

Essas talvez sejam as primeiras lembranças que tenho de você. Não foi amor a primeira vista, muito menos amizade no primeiro Job. Quando nos conhecemos, sem querer, fizemos de tudo para mostrarmos um para o outro que não queríamos remar no mesmo barco. E hoje percebo que dentro desse sem querer, quantos grandes dias perdemos. Sim meu caro, nós aqui amarrados nessa medíocre visão estreita de universo, só passamos a entender a história quando a observamos de trás para frente.