sábado, 16 de junho de 2012

Livros de autoajuda, Alices e crises de identidade,

E aqui estou.

Na estrada novamente. Lá fora arvores e pastos vão sendo deixados para trás!. Junto delas vou tentando deixar interrogações que não quero mais para minha vida. É, eu estou num daqueles momentos confusos demais, onde a gente costuma se interrogar sobre tudo. Crise de identidade dizem os livros de autoajuda barata de banca. Me perguntando se sou realmente o que dizem ser, se sou tão bom ou tão ruim quanto. E foda cara. Essas esquinas costumam ser difíceis de serem vencidas. Dizem os bons motoristas que nas curvas mais difíceis o certo é acelerar um pouco antes de freiar. Mas é aí que mora a questão: vencer o nosso sensorial que diz para irmos mais devagar e saber que nem sempre o que soa mais seguro salva nossas vidas. Complexo demais se ainda estivermos falando de curvas. Simplório demais se estivermos falando das nossas vidas.



Sabe, eu realmente não sei se sou bom naquilo que escolhi fazer. Estou vendo uma galera se dando super bem. E eu? Frustrado numa caixa que não me permite ser dez por cento mais. Na boa, não era isso que escolhi quando comecei essa merda toda.

Ao mesmo tempo, não me ilude a vida curta do sucesso. Essas coisas passam. Grana, prêmios, fama. Isso tudo costuma ser tão rápido que quando for embora, você não vai ter tempo suficiente pra poder recomeçar. Normalmente quem se ilude, não consegue fugir da ilusão. Na vida real, Alice não iria sair do Pais das Maravilhas.

Porque somos assim não é? O tempo todo bancando uma imagem do que na verdade gostaríamos de ser. Dizem, num daqueles livros que falei lá em cima, que 95% dos seres humanos costumam fazer algum tipo de careta quando se olham no espelho porque simplesmente não estão acostumados a ver sua própria imagem. Se eu faço careta na frente do espelho não sei, nunca reparei. Mas tenho certeza que não me sinto nada a vontade com aquilo que realmente sou no meu interior. Por trás do cara-legal-engraçado-intelectual-simpático-otimista mora uma criança morrendo de medo de não estar pronta o suficiente para guerrilhar nesta grande guerra que é a nossa vida!

Mas por hoje chega sabe. Vou tentar umas doses a mais de autoconfiança no próximo bar de problemas que eu for beber.


Afinal seria isso que os tais livros iriam aconselhar.




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