quarta-feira, 3 de julho de 2013

Ansiedade, ódio ao quase, voltei a fumar e feliz pra frente ;

Tenho andado ansioso demais. Quem me conhece ,sabe que a dona ansiedade
sempre foi uma de minhas doces companheiras. 
Mas, nos últimos dias,  ela tem exagerado na dose.
Rondam minhas perspectivas aqueles pensamentos de que meus sonhos são inatingíveis, de que as coisas não tem se saído como deveriam, de que eu deveria ter ao menos um Plano B e mi mi mi...
Essas coisas que passam em nossas cabeças  quando a nossa necessidade de velocidade de acontecimentos é maior do que a da ordem natural das coisas. 
Nestes momentos,  a gente costuma enxergar a nossa vida em frangalhos enquanto os outros dizem "tenha calma tudo vai dar certo".
Beleza amigão, então me diz quando.





A minha ansiedade me causou alguns danos comportamentais. Um deles: odeio o quase. Esse lance de  que aquela coisa pela qual você anda roendo as unhas esperando,  quase acontecer, me deixa extremamente de mal com a vida. Poxa,  ganhando a final de um campeonato e tomar um gol aos 44 do segundo tempo e o empate favorecer ao outro time, chegar no ponto correndo e ver o bendito do ônibus,  que só vai ter outro daqui a umas duas horas, indo embora e etc me irritam profundamente . Se for pra perder que seja de goleada não é? E eu to num desses momentos que parece que as coisas estão quase acontecendo. 
"Calma, isso tem um propósito". 
Beleza, então me fala ai qual que é amigão.
E aí, a ansiedade chegou num ponto tal que eu acabei voltando a fumar. Bobagem né, "adolescentice" diria. Mas os palitinhos da morte sempre funcionaram comigo como um alivio. Enquanto a fumaça sobe parece que o raciocínio esclarece. Comecei a fumar, já era velho. Fumei uns cigarros na adolescência,  mas meu primeiro maço comprei aos 20 anos. Tinha acabado de entrar na faculdade e aquela tensão de ter que trabalhar para manter casa e ainda encontrar neurônios para a vida acadêmica até as 22h da noite.TODOS OS DIAS me fizeram encontrar nestes assassinos um ponto de fuga.

Na faculdade a gente fuma sim entre uma cerveja e outra no bar da esquina. 
Mas agente fuma muito mais nos trabalhos e e estudos em grupo. Coisas desse mundo caótico que a gente vive. Lá no passado, aquele passado das TV´s preto e branco e do mundo de terno e gravata fumar era sofisticado e sinal de bons costumes. Depois virou libertação num mundo de propagandas que envolviam cowboys galãs e esportistas viciados em tabaco. Hoje fumar é para caras como eu: coisa de gente ansiosa e mau vista pelos olhos de um mundo tão hipócrita e sem sal.
Propaganda a favor do tabaco a parte (não era essa a intenção) encerro por aqui com um ensinamento que tive do meu filho Ravi de apenas três anos. Quando ele conta uma história ele nunca encerra com o tradicional "felizes para sempre". Na cabeça dele o certo é "felizes pra frente". E olha, não é que faz todo o sentido? Todo aquele enredo vivido por aqueles personagens, seja com drama, fadas ou que for, permitem que, no final, eles seja felizes para frente. Porque se o pra sempre é impossível de se imaginar,  o pra frente é crível e possível. Talvez agente não possa viver feliz durante uma eternidade. Mas somos capazes de nos permitir felizes assim que atingirmos o ponto final de um capitulo.

Taí: que todo esse monte de coisas que eu estou vivendo possa me permitir ser feliz para frente. E para vocês, desejo igual.

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