Tenho andado ansioso demais. Quem me conhece ,sabe que a dona
ansiedade
sempre foi uma de minhas doces companheiras.
sempre foi uma de minhas doces companheiras.
Mas, nos últimos dias, ela tem exagerado na dose.
Rondam minhas perspectivas aqueles pensamentos de que meus
sonhos são
inatingíveis,
de que as coisas não
tem se saído
como deveriam, de que eu deveria ter ao menos um Plano B e mi mi mi...
Essas coisas que passam em nossas cabeças quando a nossa necessidade de velocidade de
acontecimentos é
maior do que a da ordem natural das coisas.
Nestes momentos, a gente costuma
enxergar a nossa vida em frangalhos enquanto os outros dizem "tenha calma
tudo vai dar certo".
Beleza amigão, então me diz quando.
Beleza amigão, então me diz quando.
A minha ansiedade me causou alguns danos comportamentais. Um deles: odeio o quase. Esse lance de que aquela coisa pela qual você anda roendo as unhas esperando, quase acontecer, me deixa extremamente de mal com a vida. Poxa, ganhando a final de um campeonato e tomar um gol aos 44 do segundo tempo e o empate favorecer ao outro time, chegar no ponto correndo e ver o bendito do ônibus, que só vai ter outro daqui a umas duas horas, indo embora e etc me irritam profundamente . Se for pra perder que seja de goleada não é? E eu to num desses momentos que parece que as coisas estão quase acontecendo.
"Calma, isso tem um propósito".
Beleza, então me fala ai
qual que é amigão.
E aí, a ansiedade chegou num ponto tal que eu acabei voltando a
fumar. Bobagem né, "adolescentice" diria. Mas os palitinhos da morte
sempre funcionaram comigo como um alivio. Enquanto a fumaça sobe parece que o
raciocínio esclarece. Comecei a fumar, já era velho. Fumei uns cigarros na
adolescência, mas meu primeiro maço
comprei aos 20 anos. Tinha acabado de entrar na faculdade e aquela tensão de
ter que trabalhar para manter casa e ainda encontrar neurônios para a vida
acadêmica até as 22h da noite.TODOS OS DIAS me fizeram encontrar nestes
assassinos um ponto de fuga.
Na faculdade a gente fuma sim entre uma cerveja e
outra no bar da esquina.
Mas agente fuma muito mais nos trabalhos e e estudos
em grupo. Coisas desse mundo caótico que a gente vive. Lá no passado, aquele
passado das TV´s preto e branco e do mundo de terno e gravata fumar era
sofisticado e sinal de bons costumes. Depois virou libertação num mundo de
propagandas que envolviam cowboys galãs e esportistas viciados em tabaco. Hoje
fumar é para caras como eu: coisa de gente ansiosa e mau vista pelos olhos de
um mundo tão hipócrita e sem sal.
Propaganda a favor do tabaco a parte (não era essa a intenção)
encerro por aqui com um ensinamento que tive do meu filho Ravi de apenas três
anos. Quando ele conta uma história ele nunca encerra com o tradicional
"felizes para sempre". Na cabeça dele o certo é "felizes pra
frente". E olha, não é que faz todo o sentido? Todo aquele enredo vivido
por aqueles personagens, seja com drama, fadas ou que for, permitem que, no
final, eles seja felizes para frente. Porque se o pra sempre é impossível de se
imaginar, o pra frente é crível e possível.
Talvez agente não possa viver feliz durante uma eternidade. Mas somos capazes
de nos permitir felizes assim que atingirmos o ponto final de um capitulo.
Taí: que todo esse monte de coisas que eu estou vivendo possa me
permitir ser feliz para frente. E para vocês, desejo igual.

Este comentário foi removido por um administrador do blog.
ResponderExcluirGostei!
ResponderExcluirFeliz pra frente! :)