sexta-feira, 15 de maio de 2009

O que eu quero

Quero pra mim o mais amargo conto de desespero
Quero pra mim o mais profundo âmago de solidão
Quero o veneno da ingratidão que corre de teus lábios
Quero tua pena, o único caminho que você não insistira ultrapassar...

Quero a falta de misericórdia
Quero ser o teu não exemplo
Quero ser teu vinho amargo
O teu mais mortal veneno

Quero pra mim a solidão dos poetas mortos
A não adaptação a esquemas e corpos
Quero sofrer a tua dor pela ultima vez
Quero a faca da solidão corto o meu corpo

Sem causa, lema, ou talvez

Quero ser a poesia de despedia
Triste, porém entendida.
Quero ser a morte nua e crua
Explícita em sua vida.

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